quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A Praça do Ferreira e o Boticário Ferreira

Praça do Ferreira - Café Comércio


Fortaleza é uma das principais cidades turísticas do Brasil. Todos os anos, milhões de pessoas vindas dos quatro cantos do mundo, desembarcam em solo alencarino, com o objetivo de desfrutar do bem estar oferecido pelas mais belas praias e de todas as outras belezas naturais aqui existentes.

Porém, Fortaleza não se resume ao litoral, entre os seus muitos pontos turísticos, destaca-se a Praça do Ferreira, o "Coração da Cidade".
Localizada no centro da cidade, a história da praça se confunde com sua própria história. Para muitos, ali é onde sente-se de forma mais intensa, a vivacidade do Ceará. Cada árvore, cada pedaço de concreto, guardo os resquícios de um passado nostálgico e rico de lembranças e sentimentos, do principal ponto de encontro.

A Praça do Ferreira ganhou esse nome em referência ao Boticário Ferreira, em reconhecimento aos bons serviços que o mesmo prestou à cidade. No começo do século XX a praça contava com um belo jardim e quatro quiosques, dentre eles, o mais antigo chamado "Café Java", era o principal ponto de encontro da "Padaria Espiritual", um movimento formado por intelectuais da época, com o objetivo de debater ideias sobre literatura e música.

Anos depois os quiosques foram demolidos, assim como o popular "Cajueiro da Mentira". A praça foi praticamente reconstruída por completo e com as mudanças, a "Coluna da Hora" foi erguida, com seu relógio que servia de orientação para a cidade inteira.

A verdade é que o tempo foi implacável com a praça, e as tardes no Cine São Luíz já não existem mais. Porém, até hoje, as pessoas preservam o hábito de se encontrar ali, pra jogar conversa fora e relembrar com ternura o passado.


Hoje a praça possui uma bela fonte e várias fotografias sobre sua história, expostas para todos os trausentes. As fotos despertam o interesse nos visitantes e uma nostagia para àqueles que viveram seus tempos àureos.

Assim como as praias são paradas obrigatórias para aqueles que buscam sossego, a Praça do Ferreira é parada fundamental para quem de fato, busca entender o cearense em sua mais genuína essência.





Fonte: Jornal O Turista 
Milton Rodrigues de Sousa Júnior

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Como investir na poupança do jeito certo

A caderneta pode não render nada dependendo do momento em que o valor for resgatado; entenda como funciona o aniversário da poupança e evite perder rendimentos.

São Paulo - Por ser um dos investimentos mais simples do mercado, a poupança é a aplicação preferida de muitos brasileiros. Mas, mesmo ao investir na caderneta o investidor precisa entender basicamente seu funcionamento para não deixar de ganhar dinheiro. Apesar de não gerar rendimentos negativos, a poupança pode não render nada, tendo o mesmo efeito de deixar o dinheiro embaixo do colchão.


São Paulo - Por ser um dos investimento mais simples do mercado, a poupança é a aplicação preferida de muitos brasileiros. Mas, mesmo ao investir na caderneta o investidor precisa entender basicamente seu funcionamento para não deixar de ganhar dinheiro. Apesar de não gerar rendimentos negativos, a poupança pode não render nada, tendo o mesmo efeito de deixar o dinheiro embaixo do colchão.


Normalmente os bancos permitem que os aportes na poupança se concentrem em uma conta, com datas diferentes. Mas, em alguns casos, o cliente pode precisar criar contas novas a cada aporte. 

Também é importante evitar o resgate antes da data de aniversário porque o cálculo do rendimento da poupança é sempre feito em cima do menor saldo do período. Se o investidor aplicar 1.000 reais, por exemplo, e resgatar 500 reais antes da data de aniversário, o rendimento será calculado sobre os 500 reais e não sobre os 1.000 reais aplicados inicialmente.

 Para não deixar de receber seus rendimentos, o melhor a fazer é concentrar as aplicações sempre no mesmo dia do mês.  Alguns bancos, inclusive, permitem a programação automática do investimento. Nesse caso, o dinheiro passa a ser debitado da conta corrente e transferido automaticamente à conta poupança na data em que o cliente definir.

Resgate

Como é possível ter uma poupança com diferentes datas de aniversário, em um eventual resgate o valor pode não ser debitado sobre o montante aplicado em uma única data.
Pela regra, os valores serão retirados sempre do primeiro do saldo dos depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 (remunerados pela regra nova da poupança) e, em seguida, do saldo de depósitos antigos, efetuados até 3 de maio de 2012 (rentabilizados segundo a regra antiga).
E dentre os resgates de valores remunerados pela nova regra, os débitos vão sendo feitos primeiramente sobre as parcelas que já fizeram aniversário. O sistema desconta, portanto, o valor sobre as datas base anteriores mais próximas, preservando a rentabilidade das datas base que não fizeram aniversário.

O sistema desconta, portanto, o valor sobre as datas base anteriores mais próximas, preservando a rentabilidade das datas base que não fizeram aniversário. Se uma pessoa investir na poupança três parcelas de 500 reais nos dias 10, 11 e 16, por exemplo, ao regatar 1.000 reais no dia 12 do mês seguinte, os débitos são feitos sobre os dias 10 e 11, datas base mais próximas ao dia do resgate. Dessa forma, são resgatadas as parcelas que já fizeram aniversário e permanece investido o montante que ainda não completou um mês de investimento.


Fonte: www.exame.com.br

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Que delícia de brigadeiro!

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
2 colheres cheias de nescau
meia colher de margarina

Modo de Preparo
1.Leve a mistura ao microondas
2.por 2 minutos e mexa
3.por mais 2 minutos e mexa
4.por 1 minuto, mexa e está pronto

O melhor de tudo é que no microondas não tem panela pra lavar.


Fonte: www.blogdavann.com.br

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Exposição de fotógrafos portugueses e cearenses

Intercâmbio entre festivais resulta em exposições de fotógrafos portugueses e cearenses

Com temática dedicada à Memória, as exposições coletivas integram o festival Encontros de Agosto 2013.



Dois festivais: um de cá, outro de lá. De cá, o Encontros de Agosto, do estado do Ceará/Brasil. De lá, o Encontros da Imagem, da cidade de Braga/Portugal. Juntos, os dois festivais promovem um intercâmbio entre a arte e o pensar de fotógrafos cearenses e portugueses em exposições, palestras, oficinas e lançamento de livros. O evento dá continuidade à programação do Encontros de Agosto 2013, a partir do dia 27 deste mês, com o lançamento de mostras coletivas, às 20h no Museu da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC).
Antes da abertura das exposições, às 18h30, o diretor do Museu da Imagem de Braga e fundador do Encontros da Imagem, Rui Prata, profere palestra sobre "A fotografia enquanto memória dum território". Em seguida, o fotógrafo português Martim Ramos discorre sobre "Como fotografar um país e porque é importante fazê-lo". Ramos integra o coletivo KameraPhoto, que participa da exposição com o trabalho "DR - Um Diário da República".
Esta edição do Encontros de Agosto, que tem como tema "Memória e Produção do Conhecimento", abre a parceria do evento cearense com outros festivais de fotografia fora do Brasil, da mesma forma que é a primeira colaboração do Encontros da Imagem com um evento não europeu.
Diálogo entre mostras coletivas: "Contra o esquecimento" e "Histórias de ver"
A estreia da parceria entre festivais no Encontros de Agosto tem a "memória" como tema central da exposição coletiva, expressa em projeções e ampliações fotográficas. "Contra o esquecimento" é o título da mostra de fotografia portuguesa contemporânea. A curadoria é de Ângela Ferreira, diretora do festival de Braga, que teve a 23ª edição realizada entre setembro e outubro deste ano.
As fotografias dos cearenses estão na mostra "Histórias de ver" e foram selecionadas pelo Conselho Curatorial do Encontros de Agosto, dentre os inscritos na convocatória com as seguintes categorias: Ressignificação de acervos próprios (Criação de obras fotográficas a partir de imagens produzidas anteriormente pelo próprio autor. Composição de ensaios e intervenções com imagens de arquivo e originais analógicos ou digitais em diversos suportes), Apropriação e novas configurações (Elaboração de trabalhos com base em imagens de outros autores ou contextos discursivos, referências de outras linguagens, releituras e intervenções em imagens de arquivo em diversos suportes), Memórias pessoais – referências ao passado com releituras (Utilização da memória pessoal como repertório para interpretar objetos e temas de interesse que irão motivar a produção do artista), Construção de trabalhos pautados em memórias individuais e coletivas (Concepção de imagens a partir de interseções entre experiências individuais e contextos amplos) e Memórias imaginadas ou ficcionais (Elaboração de conteúdos subjetivos para a construção de imagens da "vida interior", que representem lembranças inventadas ou reinterpretadas. Reconstituição ou encenação de imaginações e intenções).
Os trabalhos cearenses expostos serão avaliados por meio de votação popular no site do festival e no local do evento. O 1º lugar será contemplado com passagem e hospedagem para participar do Encontros da Imagem, em setembro de 2014 em Braga. O 2º e o 3º lugar receberão, respectivamente, R$ 1.500,00 e R$ 1.000,00. "Esta é uma oportunidade de apresentar a fotografia portuguesa a outros públicos no Brasil, e vice-versa", comenta Ângela Ferreira.
"A ideia é pensar a memória não só como meio de preservação da história, mas pensar a ressignificação da memória numa construção do presente e futuro", explica Patrícia Veloso, coordenadora geral do Encontros de Agosto. É a fotografia como instrumento de conexão da memória, numa perspectiva de reflexão e provocação. "Há uma forma de ver muito semelhante entre fotógrafos portugueses e brasileiros", comenta Ângela Ferreira. Serão apresentados ensaios inéditos ou já exibidos, escolhidos pelo conselho curatorial desta edição.
Portugueses em "Contra o esquecimento"
Seis fotógrafos portugueses e um coletivo apresentam uma reflexão sobre a Memória por meio de diferentes olhares sobre a sociedade atual. As fotografias partem de recordações pessoais ou registros de valor social, contribuindo para o diálogo com a produção cearense em torno de tais vivências e das possibilidades dessa linguagem. A mostra portuguesa é composta por trabalhos dos seguintes autores: Nelson D'Aires (Álbum de Família), Tito Mouraz (Rua da Cabine), Carla Cabanas (Quid pro quo), Ana Janeiro (Histórias da Índia), Jordi Burch (Memory doesn't work), Martim Ramos (Melancholia) e o coletivo KameraPhoto (DR - Um Diário da República). Dois dos fotógrafos portugueses participaram da última edição do Encontros da Imagem, em Braga. Os demais foram convidados por Ferreira especialmente para a exposição em Fortaleza.
Cearenses em "Histórias de ver"
Na mostra cearense estão trabalhos de 36 autores, entre profissionais e amadores, que têm a oportunidade de intercâmbio com fotógrafos portugueses e a possibilidade de expor em Portugal, no festival de Braga.
Os cearenses na exposição do Encontro de Agosto 2013 são: André Bessa, Angela Moraes, Aziz Ary, Bruno Macedo, Celso Oliveira, Chico Gomes, Deivyson Teixeira, Descoletivo, Fábio José, Felipe Almeida, Felipe Camilo, Fernando Maia, Iana Soares, Igor de Melo, Igor Grazianno, Isabelle de Morais, Israel Campos, Luana Andrade, Marcelo Brasileiro, Marcelo Melo, Margareth Meneses, Marieta Rios, Marília Oliveira, Markos Montenegro, Mel Andrade, Nívia Uchôa, Paloma Pajarito, Ricardo Lima, Rodrigo Carvalho, Ruth Menezes, Sérgio Carvalho, Sheila Oliveira, Tatiana Fortes, Thiago Gaspar, Tiago Lopes, Titus Riedl.
Oficinas, Leitura de portfólios e Lançamentos de livros
Além das duas palestras na data de abertura do Encontros de Agosto, no dia 27, o festival promove oficinas gratuitas na escola Porto Iracema das Artes, ao lado do CDMAC. No dia 28, às 16h, haverá Workshop de Martim Ramos, fotógrafo do coletivo KameraPhoto, sobre "A Narrativa Fotográfica: Construção e desenvolvimento de projetos de autor". As inscrições devem ser feitas por meio do site (www.encontrosdeagosto.net). No dia 29, também no Porto Iracema, às 16h, haverá Leitura de Portfólios por Ângela Ferreira, Rui Prata e Martim Ramos.
Em seguida, às 19h, na Galeria do Museu da Cultura Cearense do CDMAC, acontece lançamento de livros com sessão de autógrafos. Serão lançados "Lapa do Lobo" de Tito Mouraz, "Melancholia" de Martim Ramos e "Homens Caranguejo" de Chico Gomes, Sérgio Carvalho, Sérgio Nóbrega e Henrique Cláudio, este com abertura de exposição homônima.
Quem faz o Encontros de Agosto 2013
O Encontros de Agosto tem coordenação geral de Patrícia Veloso e conselho curatorial composto pelos fotógrafos e pesquisadores Ângela Ferreira, Fernando Jorge Silva e Silas de Paula. O festival é promovido pelo Fórum da Fotografia - Ceará e realizado por Instituto Anima Cult e Imagem Brasil; com apoio cultural do Vice-Consulado de Portugal em Fortaleza; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE); Companhia Energética do Ceará (Coelce); Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secultfor; e Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, com recursos do V Edital Mecenas do Ceará. Conta ainda com a parceria do festival português Encontros da Imagem; do Instituto da Fotografia (Ifoto), do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará e da Rede de Produtores Culturais da Fotografia Brasileira (RPCFB).
Serviço: Encontros de Agosto 2013 - Memória e Produção do Conhecimento
Data: 
de 27 a 29 de novembro de 2013
Hora: 
abertura às 18h30
Local: 
Museu da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - CDMAC
Informações: 
(85) 3261.0525.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Transformando pedaladas em eletricidade

Uma equipe de designers de Nova Iorque criou uma roda especial que armazena a energia das pedaladas para dar mais impulso aos ciclistas, por meio de um auxílio elétrico. Chamado de FlyKly, o equipamento é fácil de ser instalado, e, além de aumentar o desempenho dos ciclistas em subidas e trajetos de maior esforço, também funciona como um item de segurança para as bicicletas.
Pensando na grande variedade de opções no mercado de bikes, os criadores do FlyKly desenharam a estrutura da roda para se adaptar a, praticamente, todos os quadros de bicicletas. Uma vez a roda instalada no veículo, um equipamento receptor armazena a energia gerada pelas pedaladas e otimiza essa quantia, quando necessário. Assim, por meio do sistema, o ciclista consegue atingir a velocidade de 25 km/h, com uma autonomia de até 50 km.

A roda inteligente possui uma trava remota, que aumenta a segurança dos usuários. Assim, o dispositivo dificulta a ação dos ladrões, mesmo que os proprietários das bicicletas estejam longe de seus veículos. A fim de se tornar uma opção de estilo no mercado, o FlyKly tem versões disponíveis em diversas cores, inclusive a “Glow in the Dark”, que brilha no escuro: sendo, então, uma atrativa opção de segurança para os passeios noturnos.
A criação garante a interatividade com os celulares dos ciclistas, por meio de conexões Bluetooth 4.0 com dispositivos iOS, Android e Pebble, além de disponibilizar um aplicativo próprio que indica as melhores rotas para os usuários chegarem aos seus destinos. Entre os adicionais, o FlyKly também oferece lanternas e carregadores para smatphones, ambos alimentados pela energia gerada nas pedaladas.


O projeto está no final de sua fase de captação de recursos, e já conseguiu angariar uma verba seis vezes superior à estipulada, por meio da plataforma de financiamento coletivo. Para adquirir um exemplar, é preciso desembolsar mais de R$ 1.340 na própria plataforma online – e a procura pelo produto ainda é bem grande.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo
Fonte: www.ciclovivo.com.br

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Aprendendo a fazer um jardim vertical simples e prático

O CicloVivo ensina hoje como reaproveitar o estrado de cama, uma vez que o material quase sempre é descartado em qualquer lugar, sem a preocupação com a destinação correta do lixo. São inúmeras as possibilidades de decoração e reuso dos estrados, veja abaixo uma maneira simples e fácil de ser executada.
Materiais necessários:
- Estrado velho
- Potes de sorvete
- Lacres plásticos ou cordas
O primeiro passo é lixar o estrado, limpá-lo e pintá-lo. Após completamente seco, utilize os lacres ou cordas para fixar os potes de sorvete. Não se esqueça de fazer furos no recipiente plástico para drenagem.
Antes de colocá-los no estrado, plante mudas dentro dos potes. Feito isso, basta posicioná-lo em uma área do quintal, que seja favorável às condições climáticas exigidas pelas mudas que escolheu, e também cuidar, para que elas cresçam e embelezem sua casa. A dica é de Karollyne Morais, doCasa Upcycling.
Redação CicloVivo.
www.ciclovivo.com.br

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tomie Ohtake celebra 100 anos pintando


Galeria Multiarte abriu exposição com obras recentes da artista, celebrando o centenário da “brasileira de Kyoto” que se consagrou com a força e suavidade empregada em suas artes 



No próximo dia 21 de novembro Tomie Ohtake completará 100 anos. Você já deve ter ouvido esse nome ou visto alguma obra dela. Pintora japonesa naturalizada brasileira que, aos vinte e três anos de idade viajou ao Brasil, para visitar um irmão, mas não pôde retornar devido a Segunda Guerra Mundial, Tomie é uma das principais representantes do abstracionismo informal, e se consagrou no mundo das artes plásticas pelo processo de síntese entre opostos - força e suavidade. Em suas pinturas, gravuras e esculturas, a dualidade aparee em processo de reinvenção. No momento em que ela chega ao centenário, o estilo peculiar de enfrentar a própria vida e obra permanece nas comemorações já acertadas pelo instituto batizado com seu nome em São Paulo. “Tudo que fiz foi com muito prazer e esforço. A rigor, não há algo em especial, porque tudo é especial, desde fazer uma pintura que realizo há 60 anos ou uma obra que nunca fiz antes”, explica a artista. As homenagens que receberá ao longo do ano perseguem o mesmo espírito.

Ricardo Ohtake, filho da artista e diretor do Instituto Tomie Ohtake, convidou Max Perlingeiro e a galeria Multiarte, de Fortaleza, a integrar o conjunto de instituições em torno desta grande homenagem a Tomie. “Ficamos honrados em participar das comemorações do seu centenário de nascimento”, disse Max em release da nova exposição que foi aberta nesta quinta, 7 de novembro, às 20h, para convidados, e ficando aberta para visitação pública até dia 20 de dezembro. A ligação afetiva de Tomie Ohtake com Fortaleza data dos anos 1990. Nesta ocasião, a artista visitou a cidade e fez bons amigos, voltando com razoável regularidade.

Em 2013, para comemorar o centenário, foram realizadas diversas exposições, tais como, “Tomie Ohtake – Correspondências” que relacionou suas obras com as de Mira Schendel, Cildo Meireles e Nuno Ramos, entre outros, e “Influxo das Formas”, uma mostra com cerca de 130 obras e estudos, ambas no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo. Em seguida, a galeria Nara Roesler exibiu “Tomie – obras recentes: de 2012 e 2013”, em São Paulo. Em novembro, serão realizadas “Tomie Ohtake – Pinturas recentes”,  exposição comemorativa do centenário de nascimento da artista, na Multiarte, em Fortaleza e a mostra Pinturas Cegas, no Museu de Arte do Rio – MAR, no Rio de Janeiro. Para encerrar o ano de homenagens, o Instituto Tomie Ohtake apresenta “Tomie Construtiva”, no dia do aniversário, em 21 de novembro, em São Paulo.

A exposição “Pinturas recentes”, da Multiarte que será aberta hoje reúne um conjunto de obras da sua última produção, datada de 2013. São apresentadas cinco pinturas monocromáticas que mostram a grande capacidade da artista em busca da criação, nove gravuras em metal, de grandes dimensões que constituem um conjunto raro de uma série praticamente esgotada e, uma escultura de grande formato – obras que demonstram que seu processo criativo, gesto e cor continuam presentes de forma marcante.
O crítico Agnaldo Farias comentou sobre a nova produção da artista: “Tomie Ohtake, como sempre, perseverando na busca da depuração, preparou ao longo dos últimos meses de trabalho contínuo, filtrado por sua costumeira insatisfação, três conjuntos de telas, cada um deles focado numa única cor, ou quase isso. Dois grupos compostos por cores primárias – amarelo e azul –, e o terceiro, por uma cor secundária, verde, resultante da soma das outras duas. Os três conjuntos são, praticamente, monocromáticos. A exceção corre por conta da presença, em algumas das telas verdes, e azuis, do vermelho, ou seja, da terceira cor primária. A inclinação imediata é dizer que o vermelho entra de forma discreta, como se ele fosse capaz disto. Pois não é, ainda mais, tendo por fundo, cores tão intensas, como o azul e o verde empregado pela artista. Qualquer aprendiz sabe que o simples contato entre cores primárias e secundárias, por adjacência ou, pior ainda, sobreposição, é conflitante. Embora cada conjunto apresentado nesta exposição concentre-se numa cor, todos três têm, como denominador comum, o mesmo gesto, isto é, a mesma pincelada curta e circular, cuja justaposição e sobreposição, combinadas, produzem o mesmo efeito, a mesma atmosfera cromática, arejada, como um tecido cuja trama é, mais ou menos densa, mas, sempre esgarçada, deixando ver, ou melhor, atraindo o olhar para dentro de si, convidando-o a mergulhar em suas profundezas, flutuar nas formas enunciadas, devolver-se à luz exterior que incide sobre ela, sobre as porções de branco que lhe constitui”.
Como atividade complementar, a Multiarte convidou o crítico de arte Agnaldo Farias, curador do Instituto Tomie Ohtake, para proferir uma palestra sobre a produção atual da artista, marcada para o dia 2 de dezembro às 19 horas. Os interessados poderão se inscrever através do telefone. 85-3261-7724.




SERVIÇO

Galeria Multiarte

Rua Barbosa de Freitas 1727, Aldeota, Fortaleza, CE

Telefone: 85-3261-7724

Horário de funcionamento: 
De segunda a sexta-feira das 10 às 18h e, aos sábados, das 14 às 18h
Período da exposição: 8 de novembro a 20 de dezembro de 2013

Fonte: www.divirta-ce.blogspot.com



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

É pavê ou pacomê?

Os doces da infância, sobremesas servidas em refratário de vidro, voltam à baila nas mãos de grandes chefs, sem deixar a simplicidade e o toque caseiro de lado.

É absolutamente irresistível não repetir a piada (É pavê ou pacomê?) quando se está de cara para um tradicional pavê. Não estou falando de releituras, mas do pavê à moda antiga, feito com biscoito champanhe, embebido em chocolate e com uma generosa camada de creme amarelo, preparado com leite condensado e finalizado com creme branco à base de claras em neve. Opavê, a gelatina mosaico, o brigadeiro e seu irmão grandalhão, o brigadeirão, o bolo de coco gelado, o pudim de leite, a delícia de abacaxi, o manjar de coco e o doce de banana com creme (ou manequinho araújo) adoçaram minha infância e a de muita gente também. Clássicos, servidos em pirex de vidro, eram saboreados, em geral, como a sobremesa dos fins de semana. Ganharam assim um pedacinho do meu coração. "É o que se chama hoje de comfort food", explica Marcelo Bergamo, coordenador do curso de gastronomia da Universidade Metodista, em São Paulo. "É uma comida emocional, confortável e simples. São os doces da avó", complementa Marcelo, que tem como doces do coração o manjar branco com ameixa em caldas, o arroz-doce e o pudim de leite. Um trio de força - e sabor - e velhos conhecidos de quem, como eu e o Marcelo, teve a infância pautada pelas influências culinárias da década de 1980.

A novidade, no entanto, é que esses doces, que sempre ocuparam um espaço em nossa memória afetiva, estão agora brigando por espaço também nas prateleiras das docerias e ganhando status e sofisticação nos cardápios de restaurantes de fino trato. No ano passado, por exemplo, um prêmio que elege os melhores pratos da cidade de São Paulo, o Paladar, criou uma categoria: o melhor pudim da cidade. O vencedor, eleito por voto popular, foi o AK Vila, da prestigiada chef paulistana Andrea Kauffmann, na Vila Madalena. O pudim de leite de Andrea não é lá dos mais tradicionais - não tem furinhos - e vem, ainda, com um pitaco de doce de leite por cima. Ou seja, é uma releitura do pudim tradicional, feito em banho maria e finalizado com calda de caramelo. Mas nem por isso perde seu valor de comidinha do coração.
No cardápio do Dalva e Dito, restaurante na capital paulista do chef Alex Atala, lê-se na ala do cardápio destinado as sobremesas: "Para adoçar a vida...". Entre as opções, quem está lá? O pudim de leite. E, de acordo com Atala, "servido de maneira generosa, porque tenho trauma de infância". Sim, porque o pudim de domingo era para a família toda e, por causa disso, servido com muita parcimônia, o que deixava todo mundo com gostinho de "quero mais", enquanto a forma de alumínio ou o prato redondo de vidro vazios eram retirados da mesa.

Mas, se a ideia é comer mesmo o pavê, o endereço certo é o Bar da Dona Onça, da chef Janaina Rueda, que também figura entre os grandes nomes da gastronomia paulistana. O lugar serve comida caseira. Um exemplo: no almoço de quinta, o cardápio do dia pode trazer berinjela recheada com carne moída. Mais "comida de mãe", impossível. O bar, que é um restaurante, fica na região central de São Paulo, na Avenida Ipiranga, aos pés de um dos prédios mais tradicionais da cidade, o Copan. No cardápio de sobremesas, mais tradição: tem quindim, tem pudim, tem brigadeiro (e não é o gourmet). E tem também opavê Sonho de Valsa, uma versão metida do pavê tradicional e uma receita criada há mais de duas décadas.


Olha o brigadeiro!

Uma das responsáveis por puxar a fila para a reinvenção dos doces de infância foi a ex-jornalista e agora empresária e gourmet Juliana Motter. Proprietária da Maria Brigadeiro, um ateliê de brigadeiros, como ela mesma gosta de dizer, Juliana hoje ganha a vida fazendo seu docinho de infância predileto. Juliana cresceu vendo a avó materna, Hines, na cozinha. "Ela morava no interior de São Paulo e vendia doces para complementar a renda, o que era bem comum naquele tempo. A especialidade dela era o doce de leite, mas meu favorito era o brigadeiro. A cozinha da minha avó vivia perfumada pelos doces e o segredo estava no leite condensado, que ela mesma fazia a partir de uma mistura de leite de vaca com açúcar", conta Juliana, que aos 6 anos fez seu primeiro brigadeiro, com leite condensado caseiro da avó. E a menina gostava tanto, mas tanto desse docinho que ganhou o apelido de... Maria Brigadeiro. "Nas festas da escola ou nas reuniões com os amigos, todas as crianças eram intimadas a levar um pratinho de doce ou salgado. Eu sempre levava um prato de brigadeiros feitos por mim. E as crianças começaram a dizer `lá vem a Maria Brigadeiro¿. Pegou!", diz Juliana, que nunca se incomodou com o apelido. E, de festa em festa, o que era hobby se transformou em trabalho promissor. Isso porque Juliana adorava testar novas receitas do docinho de chocolate, finalizado com granulado. "Eu fiz vários testes e percebi o potencial dele para doce de paladar adulto", conta ela. Daí vieram os brigadeiros de pistache, avelã, branco, 70% cacau e tantos outros, que agradaram em cheio.

Um dia, ela os levou para adoçar a festa do filho de uma amiga. Quem provou gostou, e a partir daí as encomendas não pararam mais. A Maria Brigadeiro foi inaugurada em 2007 e desse jeito, acreditando em seu doce predileto - e simples - da infância, os brigadeiros se transformaram em docinho gourmet. "Quando abri meu negócio, todo mundo fazia macarons, trufas, mas ninguém pensava em vender brigadeiro. Ele só era presença garantida nas festinhas de criança. E eu pensava: como o principal doce brasileiro não tem espaço?" E, diante de tanta paixão, não tem como deixar de perguntar: o que o brigadeiro representa para você, Juliana? "É memória, é saudade", resume ela.

Doce de pirex

Brigadeiro também é o mote - e o nome - da doceria da publicitária Bia Forte, em São Paulo. Assim como Juliana, Bia apostou nos doces de infância, mas não só no brigadeiro. No lugar, tem também rocambole de doce de leite (absolutamente delicioso), pavê, pudim de leite, pudim de clara, doce de banana com creme, torta de maçã, torta de pera, bolo de milho... Difícil é escolher qual deles comer.
Bia começou sua trajetória de um jeito tímido. A irmã abriu um restaurante (comida saudável por quilo) no bairro de Pinheiros, nos anos 90. Funcionava durante a semana e só durante o horário do almoço. Bia se ofereceu para fazer os doces e a irmã gostou da ideia. Só que as sobremesas que a publicitária sabia preparar eram as simples, que tinha aprendido com a mãe. Ela decidiu experimentar e seus doces fizeram o maior sucesso. Em 2005, abriu um lugar só seu. Foi assim que a Brigadeiro surgiu, com ambiente decorado com cara de casa da avó.

O bacana dessa história é perceber que em tempos de cupcake, bolo na xícara, no palito, muffins e afins, Bia ainda serve doce do jeitinho que a gente lembra quando era criança: na travessa de vidro temperado. "Isso me faz acreditar que as pessoas gostam do `doce de todo dia¿", afirma. Vale saber que, na infância de Bia, doce não era exclusividade dos fins de semana.

Caderno de receitas

Entrar numa doceria ou olhar o cardápio de um restaurante e poder escolher por uma sobremesa tão familiar é algo que agrada. Doces confeitados, com ganache, bolos em miniatura são bonitos de se ver. Mas, às vezes, o que precisamos é, como diria o professor Marcelo Bergamo, citado no início deste texto, uma comidinha que nos traga conforto, para a alma e para o coração. Nessas horas, vale até mesmo resgatar o antigo caderno de receitas da família. Aquele com páginas amareladas e pintadas com tons de marrom, amarelo, rosa, respingos da comida preparada - o caderno, afinal, estava sempre próximo da batedeira, do fogão, do forno. E com recortes de receitas retiradas dos rótulos das latas de leite condensado ou de creme de leite, algo bem comum nos anos 80 (quem lembra?).

Dias desses resgatei um "modo de preparo" do caderninho da minha mãe. Todo escrito à mão, com o nome da "pessoa que passou a receita" ao lado do título. Queria saber como fazer a delícia de abacaxi, doce que marcou minha infância, feito com abacaxi, uma grossa camada de creme amarelo e outra de creme branco. Doce pronto, congelado e que vai para a mesa no pirex. Fez sucesso entre a criançada, acostumada a sobremesa pronta e empacotada. Depois dessa experiência, parti para o mosaico de gelatina, para o doce de banana com creme, seguido pelo pudim de leite e pelo beijinho (espécie de brigadeiro de coco). Tudo isso acompanhado pelos olhos atentos de minha enteada, Maria, de 7 anos, e de minha filha Clara, de 4. Elas foram críticas em dizer o que agradou, o que acertei ou o que havia ficado açucarado demais. Errei a mão no mosaico (decididamente não ficou igual ao da foto) e não acertei o ponto do doce de banana. Mas isso não era o mais importante. O que de fato importa é que esses doces simples, "de pirex", trouxeram à tona lembranças boas de uma época em que a gente olhava para a sobremesa (aquela da primeira página desta matéria) e perguntava: é pavê ou pacomê?

Em tempo: o desejo de fazer e saborear novamente a delícia de abacaxi foi pura nostalgia. Saudade das férias passadas na casa de uma tia muito querida, que mora na encalorada Recife. A sobremesa, sempre muito gelada, quase um sorvete, ajudava a refrescar e era um clássico nas reuniões de família. Depois do almoço, minha tia retirava a travessa de um daqueles freezers horizontais, com a meninada ao redor. A receita ficou guardada nos registros culinários de minha mãe. Não deu para ligar para minha tia, não deu para dividir com ela um pedacinho do doce. Hoje minha tia passa seus dias à espera do tempo. Do tempo de hoje, daquele que acabou de acontecer. A memória dela resolveu falhar. Coisas da vida. Coisas que nem mesmo o açúcar é capaz de curar. A delícia de abacaxi, para mim, será sempre saudade.

Revista Vida Simples. Novembro 2013
Alex Silva, Andrea Silva e Silvia Marques são colaboradores da seção Comer.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Festival Internacional do Folclore


Fortaleza sedia segunda edição do Festival Internacional do Folclore

De 20 a 24 de novembro, Fortaleza recebe 21 grupos de tradições e cultura popular de vários Estados do Brasil e grupo do Paraguai
A segunda edição do festival, que já é um dos maiores do Norte Nordeste, terá na abertura, dia 20, a realização do Seminário ‘Patrimônio: Terra da Luz – a Influência da Cultura Negra no Fazer Cultural de Fortaleza’

Pelo segundo ano consecutivo, Fortaleza recebe grupos de várias linguagens folclóricas e de vários estados do Brasil e do exterior. Após a seleção através de Edital, a Encena Produções em parceria com o Conselho Internacional de Dança (Cid-Unesco), selecionou 25 grupos, sendo 18 do Ceará, seis grupos de cinco estados brasileiros e os estrangeiros Bale Ibero americano do Paraguai.
Este ano, a programação acontece no Teatro Antonieta Noronha, Restaurante Estoril, Centro Cultural Bom Jardim, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Colégio Agnus (Montese), e North Shopping. Além disso, os participantes terão a realização do Seminário Patrimônio: Terra da Luz – a Influência da Cultura Negra no Fazer Cultural de Fortaleza. “O objetivo é ampliarmos mais esse debate como forma de fortalecer os estudos e a contribuição da cultura negra no Ceará. É um legado importante que o festival precisa deixar para a comunidade científica, os integrantes de grupos folclóricos e para a sociedade”, explicou Sheila Fernandes, diretora executiva do festival.
Com dois dias a mais na programação e mais três grupos participando das apresentações, o Festival Internacional de Folclore se consolida já na segunda edição como um dos maiores encontros das tradições folclóricos do País.  “Em 2012 o festival cumpriu o anseio de grupos e público, que queriam muito um evento dessa expressão. Agora, precisamos ampliar, valorizar e consolidar o projeto, fixando-o no calendário oficial e tornando o Ceará como um grande palco da cultura popular brasileira”, esclareceu Sheila.
O festival é uma realização da Encena Produções em parceria com Comissão Nacional de Folclore, Comissão Cearense de Folclore e o CIOFF - Conselho Internacional das Organizações de Festivais Folclóricos e Artes  Tradicionais e espera receber cerca de quatro mil pessoas em cada dia da programação.
Além das apresentações de maracatu, vaqueiros de marajó, lundu, síria, carimbó, boi, ciranda, curussê, coco, são gonçalo, dança do congo, baião, xote, xaxado, puxada de rede, pastoril e maneiro pau ainda estão previstas a realização do Seminário ‘Danças Populares como Práticas Culturais, Educativas e Sociais – Conflitos e Acertos’, vivências entre os grupos, apresentações especiais, terreirada de mestres entre outras atrações.
Dentre os grupos convidados, do Nordeste participam a Cia Capibaribe Sr. Dança (PE) e o Grupo de Dança Folclórica Pisada do Sertão (PB). Do Sul/Sudeste estarão os Tropeiros do Litoral (SC), o grupo Tradições Pommerland (ES) e Andora (ES). O Norte é representado pelo grupo Frutos do Pará (PA), além da participação internacional do Bale Ibero Americano do Paraguai.
Os cearenses dominam a programação, com os grupos Maracatu Vozes da África, ParaFolclórico Luar do Sertão, Txai Cia de Danças Populares, Grupo de Dança Tablado, Ore Anacã (Universidade Federal do Ceará), Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, Grupo Fulô do Sertão, Grupo Tradições Cearenses, Grupo MiraÍra, Grupo Parafolclórico Terra da Luz, Quadrilha Ceará Junino e Cia Estrelas da Rua.

Serviço:
I Festival Internacional do Folclore do Ceará
De 23 a 25 de novembro de 2012
Informações: (85) 3023.3064
www.festivaldefolcloredoceara.com.br
Fonte: Blog Divirta-CE
www.divirta-ce.blogspot.com

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cerveja faz bem para a saúde

Bebida combate a gripe e previne doenças cardiovasculares

Você acha que apenas o vinho está na lista das bebidas que fazem bem para a sua saúde?

De acordo com pesquisas de diferentes partes do mundo, a cerveja pode reduzir níveis de colesterol ruim, prevenir o Mal de Alzheimer e combate a gripe. A seguir, veja 8 bons motivos para beber cerveja moderadamente sem culpa.

1 - Combate a gripe
Você acredita que a cerveja possa afetar seu sistema imunológico? Um estudo japonês publicado na revista científica Medical Molecular Morphology comprova exatamente o contrário. De acordo com os cientistas, o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, capazes de inibir a multiplicação do vírus respiratório, contribuindo também para a prevenção da pneumonia.

2 - Evita o cálculo renal
Você já ouviu falar que cerveja é diurético, certo? De acordo com um estudo finlandês, a cerveja pode reduzir em 40% os riscos de desenvolver pedras nos rins. Mas é preciso beber com moderação para obter os benefícios. Em excesso, a cerveja pode ser responsável por agravar o quadro. Segundo os pesquisadores, as mulheres devem consumir até uma latinha da bebida. Já para os homens, o ideal é consumir até duas latinhas por dia.

3 - Ajuda a tratar insônia e outros distúrbios do sono
De acordo com pesquisa da University of Extremadura, na Espanha, o efeito sedativo da cerveja pode ser ideal para o tratamento de insônia e distúrbios associados ao sono. O lúpulo presente na bebida aumenta a atividade do neurotransmissor GABA, substância que apresenta efeito sedativo e diminui a ação do sistema nervoso, preparando o organismo para um sono tranquilo. Para os cientistas, não é preciso exagerar no número de latinhas para obter o efeito, basta seguir a recomendação de uma latinha diária para as mulheres e duas para homens.

4 - Previne o surgimento de doenças cardiovasculares
Um estudo holandês, publicado na revista científica The Lancet, constatou que pessoas que bebem cerveja regularmente apresentam taxas de vitamina B6 cerca de 30% mais altas quando comparadas a exames de outros que não costumam consumir a bebida. Quando os níveis são comparados a pessoas que bebem vinho com frequência, a concentração da vitamina chega a ser duas vezes mais elevada. A vitamina B6 é responsável por ajudar a eliminar a homocisteína, substância que, em excesso contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Pesquisa do Centro de Pesquisa Cardiovascular de Barcelona, na Espanha, ainda demonstrou que a cerveja possui efeito protetor do sistema cardiovascular, reduzindo a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio.

5 - Ajuda a controlar o colesterol
A cerveja, em especial a versão escura, conta com um grama de fibra solúvel a cada garrafa. As fibras são responsáveis por reduzir os níveis de colesterol LDL, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.

6 - Dá um up no sistema imunológico
De acordo com um estudo publicado na revista científica Annals of Nutrition and Metabolism, o consumo moderado de cerveja traz benefícios para o sistema imunológico, tornando o organismo mais resiste a algumas infecções. Os resultados da pesquisa apontaram que, após um mês, o consumo diário de uma latinha de cerveja para mulheres e duas para homens é capaz de aumentar a concentração de células de defesa do sistema imune, elevando a produção de anticorpos.

7 - Proporciona ossos fortes
Um estudo do Kings College, em Londres, comprovou que a cerveja pode beneficiar a saúde dos ossos e do tecido conjuntivo. O silício, presente na bebida, ajuda a melhorar a densidade óssea. Já segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia, a substância, encontrada no grão da cevada, é mais abundante nas cervejas do tipo ales e nas lagers. Por outro lado, o processo de torra dos grãos de cevada reduz a concentração da substância nas cervejas escuras. As versões de trigo também apresentam taxas reduzidas de silício. 

8 - Previne o desenvolvimento de Alzheimer
Um grupo de cientistas da Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, revisou de 34 estudos que relacionam o consumo de álcool e problemas cognitivos, totalizando 365 mil voluntários analisados. Os resultados apontaram que aqueles que bebem cerveja moderadamente apresentam risco 23% menor de desenvolver Alzheimer e doenças semelhantes, quando comparados a pessoas que nunca consomem a bebida.
Fonte: www.gnt.com.br
Por Renata Dêmoro 


terça-feira, 22 de outubro de 2013

A Orquestra toca Rock!

Mais uma vez o rock and roll vai tomar conta do palco principal do Theatro José de Alencar (TJA). A Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho (Orcec) realiza no próximo dia 23 de outubro reapresentação do espetáculo Rock Concerts, onde executa ao vivo arranjos para música de câmara de canções consagradas por grandes músicos do rock.

A concepção artística de juntar o rock and roll à música erudita não é uma grande novidade: algumas iniciativas remontam a década de 1970.

Grande orquestras como a sinfônica de Londres, de Berlim e até a Brasileira já realizaram apresentações com um repertório "mais pesado". "Nós seguimos o caminho dos grandes", alega Arthur Barbosa, maestro da Orquestra.

Entretanto, isso não foi o suficiente para impedir a empolgação do público que lotou as 800 cadeiras do Theatro José de Alencar no último dia 29 de agosto, data da primeira apresentação do Rock Concerts, que chegou a cantar as letras das músicas em alguns momentos da apresentação.

Maestro Artur Barbosa, regente da Orquestra Eleazar de Carvalho 
FOTO: LUCAS DE MENEZES

Durante o espetáculo foram executadas em instrumentos de cordas - acompanhados de um baixo elétrico e uma bateria -, clássicos das bandas The Beatles, Metallica, Deep Purple, U2, Iron Maiden e Queen.

A apresentação não foi a primeira da Orcec, em 2013, a misturar música popular e de câmara. Regendo a orquestra desde início de 2012, o maestro Arthur Barbosa já realizou nesse período espetáculos despojados, aproximando a música erudita a ritmos como o tango e o Choro. "Essa mistura nos ajuda a cativar outros tipos de público", explica o maestro.

Apesar de repetir a bem sucedida apresentação, o maestro Arthur Barbosa ressalta que a intenção não é tornar a Orcec em um orquestra rock, mas democratizar o acesso à música de câmara. "Nós conseguimos trazer para o teatro algumas pessoas que nunca assistiram um concerto", comemora. O maestro ainda aproveitou para citar o músico Milton Nascimento: "É preciso ir aonde o povo está".

A nova apresentação será realizada em duas sessões, uma 18h e outra 20h, e na hora de adquirir o ingresso será cobrado o valor simbólico de R$ 5, que será doado ao Lar Torres de Melo, instituição fortalezense que dá auxílio psicológico e cuidados médicos a idosos. Outra característica da nova apresentação será a inclusão de instrumentos de sopro e de guitarra para dar mais peso às músicas.

O público teve participação ativa na hora de escolher as canções do espetáculo. A orquestra promoveu uma enquete perguntando quais bandas deveriam ser inclusas na apresentação. Os grupos System of a Down e Pink Floyd foram os grande vencedores. Músicas do rei Elvis Presley também estarão no Rock Concerts. "Tentamos honrar a enquete ao máximo, mas nem sempre dá para atender todos os pedidos", diz o maestro. "Conseguir os arranjos das músicas é muito complicado", ressalta. O maestro ainda promete uma surpresa no fim do espetáculo para homenagear um dos maiores nomes do rock brasileiro.

Repercussão

Com apenas uma sessão, a última edição do espetáculo Rock Concerts atraiu uma multidão que fez fila para conseguir entrar no TJA, entretanto, nem todos conseguiram. Apesar da frustração de muitos, a repercussão, principalmente nas redes sociais, foi sem precedentes, segundo afirmou o maestro. "Para a gente que é músico de orquestra, é muito bom ver a fila dando volta no quarteirão para assistir a apresentação. O público da música de câmara é limitado", diz.

Em maio, o concerto de música erudita com o violonista italizano Emanuele Baldini também lotou o TJA e incentivou a volta do músico em uma apresentação ao ar livre, marcada para acontecer no final de novembro na Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Entre os projetos que serão executados pela Orcec ainda este ano está a ópera Carmem, do compositor francês Georges Bizet, que será realizada em dezembro no Centro de Eventos do Ceará (CEC).

Pop x erudito

Recentemente, além do espetáculo da Orcec, Fortaleza recebeu em seus palcos uma série de apresentações que colocam em cheque os limites entre a música erudita e a de raiz popular. Passou por aqui, em setembro, a Orquestra Ouro Preto, de Minas Gerais, com versões para o repertório da banda inglesa The Beatles. No início deste mês, o maestro carioca Mário Adnet, que segue uma linha crossover, misturando elementos das duas vertentes em suas composições e arranjos, arregimentou uma miniorquestra para interpretar canções de Tom Jobim, no concerto "Jobim Jazz."

Pelo país, há orquestras experimentais voltadas a novos repertórios em São Paulo, no Amazonas. Em meio a esse caldo pop-erudito, o Caderno 3 de hoje discute a natureza, as origens e os limites desse cruzamento.
Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Vinícius de Moraes - 100 anos do poeta

Site reune obras de Vinícius de Moraes, para comemorar 100 anos do poeta.

A página reúne fotos - inclusive imagens inéditas, discografia, prosa, críticas, textos teatrais e canções e vai ao ar no dia 19 de outubro - aniversário do poeta.


A VM Cultural, responsável pelos direitos autorais de Vinicius de Moraes, anunciou o lançamento do novo site www.viniciusdemoraes.com.br em comemoração aos 100 anos do poeta. A página reúne fotos - inclusive imagens inéditas, discografia, prosa, críticas, textos teatrais e canções.
Criado pela empresa 6D e coordenado pelo pesquisador Fred Coelho, o site entrará no ar no dia 19 de outubro - dia em que o poeta completaria o centenário.
Entre as curiosidades estão, por exemplo, uma fotografia feita em 1915 de Vinicius criança, zangado, sentado numa cadeira de palha, uma carta escrita para seu amigo Manuel Bandeira, que ele chamava carinhosamente de “Manezinho” e o manuscrito original da letra de Garota de Ipanema, segunda canção mais executada na história em todo o mundo.
"O site, que tem o objetivo de ser um espaço de referência para estudiosos, é o presente da família para o centenário. Para nós é importante manter as obras disponíveis a todos, com o conteúdo inteiramente revisado e uma curadoria familiar permanente. Buscamos os melhores profissionais para cuidar da obra de papai, mantendo sempre o alto nível e garantindo o alcance a quem se interessa pelo legado de Vinicius e não tem condições de ter acesso direto aos livros e aos discos. Queremos que, por exemplo, a professora de uma cidadezinha pequena saiba que pode contar com o site para pesquisar e ministrar uma aula em cima de um conteúdo correto", afirma Maria de Moraes, filha caçula e uma das sócias da VM Cultural. Ela acrescenta que o desejo de toda a família é que o ano do centenário de Vinicius seja de exaltação ao amor, à generosidade e à verdade com que o poeta viveu e o site certamente irá colaborar com isso.
 
 Aparência do novo site (Imagem: Divulgação)


Site e seções
O site apresenta o universo de Vinicius nas seguintes seções:
Poesia - Vinicius ocupa um lugar singular na história da poesia brasileira. Neste espaço encontram-se na íntegra os nove livros de poemas de Vinicius e na segunda, quase 300 poesias avulsas organizadas em ordem alfabética.
Prosa - Apesar de constituir sua figura pública através da poesia e música, Vinicius foi um dos grandes prosadores de sua geração. A seção é separada em livros como “Para uma menina com uma flor” e jornais, com prosas de Vinicius publicadas em diferentes veículos.
Música – A discografia cobre a trajetória musical de Vinícius de Moraes entre 1956, lançamento do disco dedicado à trilha sonora da peça Orfeu da Conceição e 1980, ano de sua morte, dos últimos discos feitos com Toquinho. O site apresenta uma seleção dos principais discos de sua carreira:
Discos - com encartes, streaming de 30 segundos das canções e possibilidade de redirecionamento para o itunes de todos os álbuns de Vinicius.
Canções - letras de mais de 130 canções compostas por Vinicius.
Parceiros - resumos das carreiras dos principais parceiros de Vinicius.
Cinema – Estão disponíveis as críticas escritas por Vinicius de diversos filmes e publicadas em diferentes veículos de informação.

Teatro – Os roteiros escritos pelo artista também estão presentes no site com destaque especial para "Orfeu da Conceição". O texto é ilustrado com fotos das encenações, manuscritos e cartazes.
Vida e obra – Biografia cronológica da vida do poeta.
Amizade - Esta seção conta sobre a amizade de Vinicius com nomes como Carlos Drummond, João Cabral de Melo Neto, entre outros.
Vinicius - "Poesia, música e paixão", documentário produzido por João Máximo e Georgiana de Moraes (filha de Vinicius) em parceria com a Rádio Cultura e que foi ao ar pela primeira vez em 1993. Este ano está sendo veiculado na Rádio Batuta para comemoração do centenário e estará hospedado no novo site.
Galeria – Esta parte contém fotos de todas as etapas da vida de Vinicius e documentos históricos como o manuscrito da canção "Chega de Saudade".
Youtube – O site direciona o internauta para o canal oficial de Vinicius na rede, com a reunião de diversos vídeos da carreira do artista.


Fonte: www.uol.com.br

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Correr na praia faz bem para saúde?

Prática pode causar microlesões, mas também traz benefícios. Ortopedista apresenta os prós e contras de encarar esse desafio

O frio começa a se despedir do Brasil com a chegada do verão, elevando as temperaturas e aumentando o desejo das pessoas de fazerem uma visita pelas praias. Para não abandonar os treinos, a melhor alternativa é aproveitar a sensação da areia nos pés para correr pelo litoral.
 
 
Correr descalço aumenta as chances de lesões e microlesões. Foto: Adam Kurzok/ stock.xchng
Enquanto pratica a atividade física, é possível que ocorra um imprevisto que atrapalhe o rendimento: as dores nas articulações. “Correr na areia, principalmente se ela estiver fofa, sobrecarrega pés, joelhos, quadris e coluna. Em longo prazo, também pode trazer problemas no retropé”, informa o ortopedista André Felipe Ninomiya.
Já a areia dura é a inimiga dos corredores que sofrem com fascite plantar, uma infalamação ocasionada por microlesões de repetição. “Além de trazer problemas na fascia plantar, o hábito pode causar metatarsalgia, uma dor forte na parte frontal no pé”, explica o profissional. 

Benefícios - André conta que não costuma indicar a corrida na areia por conta dos riscos e prefere que seus clientes que não podem praticar esportes de contato optem pelo exercício na água. “Porém, não excluo os benefícios, como fortalecimento dos músculos dos pés, panturrilhas e coxas”, ressalta.
Além disso, pessoas que estão acostumadas a treinar pelas praias não devem abandonar os treinos. “A minha única sugestão é que pratique a corrida em areia dura utilizando um tênis com amortecimento”, completa Ninomiya. 


Atleta de final de semana - Para os esportistas que moram longe da praia, o ortopedista conta que os riscos são os mesmos que ocorrem com o atleta de final de semana. “O exercício em si é bom, mas normalmente esse público se esquece de aquecer e alongar antes de iniciar o treinamento”, orienta.
Segundo o profissional, essas são ações necessárias para evitar as lesões e microlesões. “Nunca deve-se esquecer de alongar o tendão de Aquiles e músculos do posterior da perna”, conclui.
 
Fonte: www.webrun.com.br

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Acupuntura eficaz no tratamento de dores

Análise de estudos com quase 18.000 pacientes mostrou que a técnica chinesa é capaz de diminuir as dores em casos de lombalgia, cefaleia e osteoartrite.

A acupuntura acaba de ganhar um importante reforço para sua credibilidade. Uma análise de 29 estudos clínicos mostrou que a acupuntura é melhor que o uso de placebo para o tratamento de alguns tipos de dor crônica, como a lombalgia e a cefaleia.
Publicado nesta segunda-feira no Archives of Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana, o estudo reforça as recentes evidências que apontam para a eficácia da acupuntura. Até hoje, a técnica de introduzir agulhas em pontos específicos sob a pele, criada há pelo menos 2.500 anos pelos chineses, foi posta em dúvida porque, em muitos estudos, apresentava resultados não suficientemente melhores que o tratamento placebo. 

Na análise coordenada por Andrew Vickers, pesquisador do Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, foram utilizadas informações de estudos clínicos feitos com um total de 17.992 pacientes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha e Suécia. A acupuntura se mostrou superior no tratamento da dor crônica tanto em relação ao grupo que não recebeu nenhuma terapia quanto ao que recebeu acupuntura simulada (na qual agulhas são introduzidas na pele, mas fora dos pontos específicos). Além da acupuntura simulada, também foram usadas nos estudos analisados agulhas retráteis (que pressionam, mas não ultrapassam a pele dos pacientes), acupuntura a laser e nenhum tratamento.

Segundo os autores da pesquisa, os pacientes que receberam acupuntura apresentaram menor dor nos casos crônicos de lombalgia, osteoartrite e cefaleia que os pacientes tratados com acupuntura simulada (os pacientes dão 'notas' para o grau de dor que estão sentindo, sendo zero o menor índice de dor e 10 a pior dor possível). A redução foi ainda maior em comparação com pacientes que receberam outros tratamentos placebos.

 "Os dados resultantes dessa análise de outros estudos com quase 18.000 pacientes em testes clínicos de alta qualidade fornecem as mais robustas evidências até hoje de que a acupuntura é uma boa opção para pacientes com dor crônica”, afirmaram os autores do estudo.

 CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Acupuncture for Chronic Pain - Individual Patient Data Meta-analysis

Onde foi divulgada: revista Archives of Internal Medicine

Quem fez: Andrew J. Vickers, Angel M. Cronin, Alexandra C. Maschino, George Lewith, Hugh MacPherson, Nadine E. Foster, Karen J. Sherman, Claudia M. Witt, Klaus Linde

Instituição: Sloan-Kettering Cancer Center

Dados de amostragem: estudos com 17.922 pessoas


Resultado: pacientes que receberam acupuntura apresentaram menor dor nos casos crônicos de lombalgia, osteoartrite e cefaleia que os pacientes tratados com acupuntura simulada. A redução foi ainda maior em comparação com pacientes que receberam outros tratamentos placebos.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

IX Bienal Internacional de Dança do Ceará



Em 2013 a Bienal Internacional de Dança do Ceará chega a sua 9ª edição. Ao longo de quase duas décadas, o evento vem contribuindo para dinamizar, local e nacionalmente, a difusão da dança cênica em suas múltiplas configurações. Paralelamente, promove um importante diálogo dos artistas da dança cearense com criadores e instituições de outros contextos, fomentando o intercâmbio de experiências, a reflexão, a circulação e a produção de conhecimento na área. 

De 18 de outubro a 6 de novembro, em Fortaleza, Paracuru, Itapipoca, Sobral, Juá, Tabuleiro do Norte, Crato, Juazeiro, por meio de espetáculos, performances, oficinas, palestras e coproduções, entre outras atividades que compõem a programação, a Bienal dá continuidade ao intenso trabalho que vem realizando nos seus 17 anos de existência.
 Com a programação inteiramente gratuita e contando com a participação de artistas locais, bem como de outros estados e países, a Bienal evidencia distintos modos de fazer dança. Investindo num amplo recorte de propostas representativas da produção contemporânea, apresenta trabalhos do Ceará, Recife, Piauí, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Porto Alegre, além de obras provenientes de Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica e França. Nessa edição, uma atenção especial é conferida à criação coreográfica que se configura a partir do diálogo com as danças urbanas. Envolvendo desde artistas internacionalmente consagrados até jovens intérpretes iniciando um percurso autoral, a Bienal apresenta trabalhos que se desdobram na confluência do gestual das múltiplas configurações da dança de rua com a encenação contemporânea. Ao mesmo tempo, promove um debate em torno dessa produção, buscando ampliar a discussão, a percepção e a compreensão acerca das forças que atravessam esse lugar de invenção. Num movimento de inclusão de públicos, de aproximação e de convite à exploração desse entre-lugar, a Bienal faz-se presente em contextos onde pulsam as danças urbanas.
 É dessa forma que Mondubim, Serrinha e Barra do Ceará passam a integrar o circuito de apresentações e oficinas da programação. 
Com o intuito de ampliar o espectro de suas plateias, a Bienal direciona ações específicas para o público infantil. A “Estação Dança Criança”, iniciada em 2011, promove a apresentação de três obras que, nos mais distintos circuitos de circulação, vem fazendo grande sucesso junto à criançada: Menu de Heróis (PI), Emquanta (SP) e Mistura – a dança das coisas (CE).

No que diz respeito aos convidados internacionais, pela primeira vez em muitos anos temos o privilégio de programar sete artistas totalmente inéditos na Bienal. Nesse grupo de convidados incluem-se criadores-intérpretes de grande maturidade artística e cênica, como Catherine Diverrès (FR) e Fabrice Ramalingon (FR). Regina Advento (ALE-BRA), integrante de longa data do Tanztheather Wuppertal de Pina Bausch, completa esse rol de criadores. Esta, juntamente com Riki von Falken (ALE) e com Marco Goecke (ALE), cuja obra Peekabo é apresentada pela São Paulo Companhia de Dança, configura um pequeno recorte da paisagem coreográfica alemã. Um toque histórico acerca da dança desse país fica por conta da espanhola Olga de Soto (BE-ESP), que mostra uma conferência-espetáculo em torno da obra Mesa Verde, de Kurt Jooss. Sofia Dias e Vítor Roriz (PT) evidenciam o vigor e a singularidade da cena portuguesa enquanto o trabalho de Louise Vanneste (BE) exemplifica a sofisticação da produção belga.
Entre os artistas e companhias nacionais programados para essa edição figuram companhias de grande projeção já conhecidas das plateias cearenses, tais como Grupo de Rua/ Bruno Beltrão (RJ), Quasar Cia de Dança (GO), Staccato | Paulo Caldas (RJ-CE), Balé do Teatro Guaíra (PR) e São Paulo Companhia de Dança (SP). Através destas duas últimas, o público local tem acesso tanto ao trabalhos de artistas consagrados internacionalmente como a obras de coreógrafos brasileiros especialmente criadas para essas companhias. Artistas como Cláudio Lacerda (PE), William Freitas (RS) e Rafael Guarato (MG) apresentam-se pela primeira vez na Bienal, indicando a atenção da Bienal a movimentos que acontecem fora dos grandes centros de produção. 

A cena local se faz presente por meio de criadores experientes, como Valéria Pinheiro, Silvia Moura, Fauller, Gerson Moreno, Héber Stalin e Carlos Santos entre outros. Com seus respectivos grupos e produções, esses artistas brindam tantos as plateias da capital como as do interior, mostrando a força, personalidade e diversidade da cena local. BBoys de vários bairros de Fortaleza, além de jovens criadores da capital e do interior também encontram espaço na programação.
gramação paralela do evento inclui uma extensa lista de atividades, de performances e shows musicais a intervenções urbanas, instalações artísticas e festas. São ações que conferem ao evento um caráter efervescente e acolhedor, agregando artistas e público em espaços comuns de celebração da arte e da vida. Em 2013, o Centro Dragão do Mar acolhe grande parte dessa programação: são as Fringes da Bienal no Dragão do Mar, um espaço para aqueles que, após os espetáculos, desejam continuar navegando nas intensidades que atravessam a Bienal. 
Fortalecendo as parcerias que vem realizando nos últimos anos, a Bienal conta nessa edição com o apoio de várias instituições culturais que contribuem de forma decisiva para potencializar o alcance e a efetividade das ações realizadas. Entre estas, destacamos a Secretaria de Cultura de Fortaleza, a Secretaria de Cultura do Ceará, as graduações em dança do Instituto de Cultura e Arte da UFC, a Escola Pública de Dança da Vila das Artes, a Secretaria de Juventude de Fortaleza, os CUCAs, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e o Centro Cultural do Bom Jardim.
A todo o público, desejamos que essa Bienal seja mais uma fantástica oportunidade para apreciar e vivenciar danças que vibram e fazem vibrar os tempos e espaços que habitamos.

A IX Bienal Internacional de Dança do Ceará tem o patrocínio da Petrobras e da Caixa Econômica Federal. Co-Patrocínio: Funarte, Governo Federal, via Ministério da Cultura, e Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria Estadual da Cultura. Promoção: Prefeitura de Fortaleza, por meio da SECULTFOR, Secretaria da Juventude e Cuca. Apoio Institucional: Wallonie-Bruxelles Internacional, Goethe Institut, Instituto Francês, Vila das Artes, BNB Juazeiro do Norte, Prefeitura do Crato, Prefeitura de Sobral, Theatro São João, Secretaria de Cultura do Paracuru e Grupo O Povo. Parceiros: São Paulo Companhia de Dança, Governo do Estado de São Paulo, Tecnograf Gráfica Editora, Circuito Brasileiro de Festivais Internacional de Dança (Bienal Internacional de Dança do Ceará e Festival Panorama), Dança em Foco, Sesc Senac, Cruz Vermelha do Ceará e Ecocarbon. Realização: Bienal Internacional de Dança do Ceará, Indústria da Dança, ProArte, Quitanda da Artes, Theatro José de Alencar, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Instituto Dragão do Mar.

David Linhares e Ernesto Gadelha
Fonte: www.bienaldedanca.com




Programação no TJA: espetáculos sempre às 21h - Grátis
Sexta, dia 18: São Paulo Cia de Dança - Sábado, dia 19: Regina Advento (Brasil/Alemanha) - Domingo, dia 20: Riki Von Falken (Alemanha) - Sexta, dia 25: H3. Grupo de Rua/Breno Beltrão (RJ) - sábado, dia 26: Quasar Cia de Dança (GO) - Domingo, dia 27: Balé Teatro Guaíra (PR)