Ingredientes:
1 lata de leite condensado
2 colheres cheias de nescau
meia colher de margarina
Modo de Preparo
1.Leve a mistura ao microondas
2.por 2 minutos e mexa
3.por mais 2 minutos e mexa
4.por 1 minuto, mexa e está pronto
O melhor de tudo é que no microondas não tem panela pra lavar.
Fonte: www.blogdavann.com.br
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Exposição de fotógrafos portugueses e cearenses
Intercâmbio entre festivais resulta em exposições de fotógrafos portugueses e cearenses
Com temática dedicada à Memória, as exposições coletivas integram o festival Encontros de Agosto 2013.
Dois festivais: um de cá, outro de lá. De cá, o Encontros de Agosto, do estado do Ceará/Brasil. De lá, o Encontros da Imagem, da cidade de Braga/Portugal. Juntos, os dois festivais promovem um intercâmbio entre a arte e o pensar de fotógrafos cearenses e portugueses em exposições, palestras, oficinas e lançamento de livros. O evento dá continuidade à programação do Encontros de Agosto 2013, a partir do dia 27 deste mês, com o lançamento de mostras coletivas, às 20h no Museu da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC).
Antes da abertura das exposições, às 18h30, o diretor do Museu da Imagem de Braga e fundador do Encontros da Imagem, Rui Prata, profere palestra sobre "A fotografia enquanto memória dum território". Em seguida, o fotógrafo português Martim Ramos discorre sobre "Como fotografar um país e porque é importante fazê-lo". Ramos integra o coletivo KameraPhoto, que participa da exposição com o trabalho "DR - Um Diário da República".
Esta edição do Encontros de Agosto, que tem como tema "Memória e Produção do Conhecimento", abre a parceria do evento cearense com outros festivais de fotografia fora do Brasil, da mesma forma que é a primeira colaboração do Encontros da Imagem com um evento não europeu.
Diálogo entre mostras coletivas: "Contra o esquecimento" e "Histórias de ver"
A estreia da parceria entre festivais no Encontros de Agosto tem a "memória" como tema central da exposição coletiva, expressa em projeções e ampliações fotográficas. "Contra o esquecimento" é o título da mostra de fotografia portuguesa contemporânea. A curadoria é de Ângela Ferreira, diretora do festival de Braga, que teve a 23ª edição realizada entre setembro e outubro deste ano.
As fotografias dos cearenses estão na mostra "Histórias de ver" e foram selecionadas pelo Conselho Curatorial do Encontros de Agosto, dentre os inscritos na convocatória com as seguintes categorias: Ressignificação de acervos próprios (Criação de obras fotográficas a partir de imagens produzidas anteriormente pelo próprio autor. Composição de ensaios e intervenções com imagens de arquivo e originais analógicos ou digitais em diversos suportes), Apropriação e novas configurações (Elaboração de trabalhos com base em imagens de outros autores ou contextos discursivos, referências de outras linguagens, releituras e intervenções em imagens de arquivo em diversos suportes), Memórias pessoais – referências ao passado com releituras (Utilização da memória pessoal como repertório para interpretar objetos e temas de interesse que irão motivar a produção do artista), Construção de trabalhos pautados em memórias individuais e coletivas (Concepção de imagens a partir de interseções entre experiências individuais e contextos amplos) e Memórias imaginadas ou ficcionais (Elaboração de conteúdos subjetivos para a construção de imagens da "vida interior", que representem lembranças inventadas ou reinterpretadas. Reconstituição ou encenação de imaginações e intenções).
Os trabalhos cearenses expostos serão avaliados por meio de votação popular no site do festival e no local do evento. O 1º lugar será contemplado com passagem e hospedagem para participar do Encontros da Imagem, em setembro de 2014 em Braga. O 2º e o 3º lugar receberão, respectivamente, R$ 1.500,00 e R$ 1.000,00. "Esta é uma oportunidade de apresentar a fotografia portuguesa a outros públicos no Brasil, e vice-versa", comenta Ângela Ferreira.
"A ideia é pensar a memória não só como meio de preservação da história, mas pensar a ressignificação da memória numa construção do presente e futuro", explica Patrícia Veloso, coordenadora geral do Encontros de Agosto. É a fotografia como instrumento de conexão da memória, numa perspectiva de reflexão e provocação. "Há uma forma de ver muito semelhante entre fotógrafos portugueses e brasileiros", comenta Ângela Ferreira. Serão apresentados ensaios inéditos ou já exibidos, escolhidos pelo conselho curatorial desta edição.
Portugueses em "Contra o esquecimento"
Seis fotógrafos portugueses e um coletivo apresentam uma reflexão sobre a Memória por meio de diferentes olhares sobre a sociedade atual. As fotografias partem de recordações pessoais ou registros de valor social, contribuindo para o diálogo com a produção cearense em torno de tais vivências e das possibilidades dessa linguagem. A mostra portuguesa é composta por trabalhos dos seguintes autores: Nelson D'Aires (Álbum de Família), Tito Mouraz (Rua da Cabine), Carla Cabanas (Quid pro quo), Ana Janeiro (Histórias da Índia), Jordi Burch (Memory doesn't work), Martim Ramos (Melancholia) e o coletivo KameraPhoto (DR - Um Diário da República). Dois dos fotógrafos portugueses participaram da última edição do Encontros da Imagem, em Braga. Os demais foram convidados por Ferreira especialmente para a exposição em Fortaleza.
Cearenses em "Histórias de ver"
Na mostra cearense estão trabalhos de 36 autores, entre profissionais e amadores, que têm a oportunidade de intercâmbio com fotógrafos portugueses e a possibilidade de expor em Portugal, no festival de Braga.
Os cearenses na exposição do Encontro de Agosto 2013 são: André Bessa, Angela Moraes, Aziz Ary, Bruno Macedo, Celso Oliveira, Chico Gomes, Deivyson Teixeira, Descoletivo, Fábio José, Felipe Almeida, Felipe Camilo, Fernando Maia, Iana Soares, Igor de Melo, Igor Grazianno, Isabelle de Morais, Israel Campos, Luana Andrade, Marcelo Brasileiro, Marcelo Melo, Margareth Meneses, Marieta Rios, Marília Oliveira, Markos Montenegro, Mel Andrade, Nívia Uchôa, Paloma Pajarito, Ricardo Lima, Rodrigo Carvalho, Ruth Menezes, Sérgio Carvalho, Sheila Oliveira, Tatiana Fortes, Thiago Gaspar, Tiago Lopes, Titus Riedl.
Oficinas, Leitura de portfólios e Lançamentos de livros
Além das duas palestras na data de abertura do Encontros de Agosto, no dia 27, o festival promove oficinas gratuitas na escola Porto Iracema das Artes, ao lado do CDMAC. No dia 28, às 16h, haverá Workshop de Martim Ramos, fotógrafo do coletivo KameraPhoto, sobre "A Narrativa Fotográfica: Construção e desenvolvimento de projetos de autor". As inscrições devem ser feitas por meio do site (www.encontrosdeagosto.net). No dia 29, também no Porto Iracema, às 16h, haverá Leitura de Portfólios por Ângela Ferreira, Rui Prata e Martim Ramos.
Em seguida, às 19h, na Galeria do Museu da Cultura Cearense do CDMAC, acontece lançamento de livros com sessão de autógrafos. Serão lançados "Lapa do Lobo" de Tito Mouraz, "Melancholia" de Martim Ramos e "Homens Caranguejo" de Chico Gomes, Sérgio Carvalho, Sérgio Nóbrega e Henrique Cláudio, este com abertura de exposição homônima.
Quem faz o Encontros de Agosto 2013
O Encontros de Agosto tem coordenação geral de Patrícia Veloso e conselho curatorial composto pelos fotógrafos e pesquisadores Ângela Ferreira, Fernando Jorge Silva e Silas de Paula. O festival é promovido pelo Fórum da Fotografia - Ceará e realizado por Instituto Anima Cult e Imagem Brasil; com apoio cultural do Vice-Consulado de Portugal em Fortaleza; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE); Companhia Energética do Ceará (Coelce); Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secultfor; e Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, com recursos do V Edital Mecenas do Ceará. Conta ainda com a parceria do festival português Encontros da Imagem; do Instituto da Fotografia (Ifoto), do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará e da Rede de Produtores Culturais da Fotografia Brasileira (RPCFB).
Serviço: Encontros de Agosto 2013 - Memória e Produção do Conhecimento
Data: de 27 a 29 de novembro de 2013
Hora: abertura às 18h30
Local: Museu da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - CDMAC
Informações: (85) 3261.0525.
Data: de 27 a 29 de novembro de 2013
Hora: abertura às 18h30
Local: Museu da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - CDMAC
Informações: (85) 3261.0525.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Transformando pedaladas em eletricidade
Uma equipe de designers de Nova Iorque criou uma roda especial que
armazena a energia das pedaladas para dar mais impulso aos ciclistas,
por meio de um auxílio elétrico. Chamado de FlyKly, o equipamento é
fácil de ser instalado, e, além de aumentar o desempenho dos ciclistas
em subidas e trajetos de maior esforço, também funciona como um item de
segurança para as bicicletas.
Pensando na grande variedade de opções no mercado de bikes, os
criadores do FlyKly desenharam a estrutura da roda para se adaptar a,
praticamente, todos os quadros de bicicletas. Uma vez a roda instalada
no veículo, um equipamento receptor armazena a energia gerada pelas
pedaladas e otimiza essa quantia, quando necessário. Assim, por meio do
sistema, o ciclista consegue atingir a velocidade de 25 km/h, com uma
autonomia de até 50 km.
A roda inteligente possui uma trava remota, que aumenta a segurança dos
usuários. Assim, o dispositivo dificulta a ação dos ladrões, mesmo que
os proprietários das bicicletas estejam longe de seus veículos. A fim de
se tornar uma opção de estilo no mercado, o FlyKly tem versões
disponíveis em diversas cores, inclusive a “Glow in the Dark”, que
brilha no escuro: sendo, então, uma atrativa opção de segurança para os
passeios noturnos.
A criação garante a interatividade com os celulares dos ciclistas, por
meio de conexões Bluetooth 4.0 com dispositivos iOS, Android e Pebble,
além de disponibilizar um aplicativo próprio que indica as melhores
rotas para os usuários chegarem aos seus destinos. Entre os adicionais, o
FlyKly também oferece lanternas e carregadores para smatphones, ambos
alimentados pela energia gerada nas pedaladas.
O projeto está no final de sua fase de captação de recursos, e já
conseguiu angariar uma verba seis vezes superior à estipulada, por meio
da plataforma de financiamento coletivo.
Para adquirir um exemplar, é preciso desembolsar mais de R$ 1.340 na
própria plataforma online – e a procura pelo produto ainda é bem grande.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo
Fonte: www.ciclovivo.com.br
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Aprendendo a fazer um jardim vertical simples e prático
O CicloVivo ensina hoje como reaproveitar o estrado de cama, uma vez que o material quase sempre é descartado em qualquer lugar, sem a preocupação com a destinação correta do lixo. São inúmeras as possibilidades de decoração e reuso dos estrados, veja abaixo uma maneira simples e fácil de ser executada.
Materiais necessários:
- Estrado velho
- Potes de sorvete
- Lacres plásticos ou cordas
O primeiro passo é lixar o estrado, limpá-lo e pintá-lo. Após completamente seco, utilize os lacres ou cordas para fixar os potes de sorvete. Não se esqueça de fazer furos no recipiente plástico para drenagem.
Antes de colocá-los no estrado, plante mudas dentro dos potes. Feito isso, basta posicioná-lo em uma área do quintal, que seja favorável às condições climáticas exigidas pelas mudas que escolheu, e também cuidar, para que elas cresçam e embelezem sua casa. A dica é de Karollyne Morais, doCasa Upcycling.
Redação CicloVivo.
www.ciclovivo.com.br
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Tomie Ohtake celebra 100 anos pintando
Galeria Multiarte abriu exposição com obras recentes da artista, celebrando o centenário da “brasileira de Kyoto” que se consagrou com a força e suavidade empregada em suas artes
No próximo dia 21 de novembro Tomie Ohtake completará 100 anos. Você já deve ter ouvido esse nome ou visto alguma obra dela. Pintora japonesa naturalizada brasileira que, aos vinte e três anos de idade viajou ao Brasil, para visitar um irmão, mas não pôde retornar devido a Segunda Guerra Mundial, Tomie é uma das principais representantes do abstracionismo informal, e se consagrou no mundo das artes plásticas pelo processo de síntese entre opostos - força e suavidade. Em suas pinturas, gravuras e esculturas, a dualidade aparee em processo de reinvenção. No momento em que ela chega ao centenário, o estilo peculiar de enfrentar a própria vida e obra permanece nas comemorações já acertadas pelo instituto batizado com seu nome em São Paulo. “Tudo que fiz foi com muito prazer e esforço. A rigor, não há algo em especial, porque tudo é especial, desde fazer uma pintura que realizo há 60 anos ou uma obra que nunca fiz antes”, explica a artista. As homenagens que receberá ao longo do ano perseguem o mesmo espírito.
Ricardo Ohtake, filho da artista e diretor do Instituto Tomie Ohtake, convidou Max Perlingeiro e a galeria Multiarte, de Fortaleza, a integrar o conjunto de instituições em torno desta grande homenagem a Tomie. “Ficamos honrados em participar das comemorações do seu centenário de nascimento”, disse Max em release da nova exposição que foi aberta nesta quinta, 7 de novembro, às 20h, para convidados, e ficando aberta para visitação pública até dia 20 de dezembro. A ligação afetiva de Tomie Ohtake com Fortaleza data dos anos 1990. Nesta ocasião, a artista visitou a cidade e fez bons amigos, voltando com razoável regularidade.
Em 2013, para comemorar o centenário, foram realizadas diversas exposições, tais como, “Tomie Ohtake – Correspondências” que relacionou suas obras com as de Mira Schendel, Cildo Meireles e Nuno Ramos, entre outros, e “Influxo das Formas”, uma mostra com cerca de 130 obras e estudos, ambas no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo. Em seguida, a galeria Nara Roesler exibiu “Tomie – obras recentes: de 2012 e 2013”, em São Paulo. Em novembro, serão realizadas “Tomie Ohtake – Pinturas recentes”, exposição comemorativa do centenário de nascimento da artista, na Multiarte, em Fortaleza e a mostra Pinturas Cegas, no Museu de Arte do Rio – MAR, no Rio de Janeiro. Para encerrar o ano de homenagens, o Instituto Tomie Ohtake apresenta “Tomie Construtiva”, no dia do aniversário, em 21 de novembro, em São Paulo.
A exposição “Pinturas recentes”, da Multiarte que será aberta hoje reúne um conjunto de obras da sua última produção, datada de 2013. São apresentadas cinco pinturas monocromáticas que mostram a grande capacidade da artista em busca da criação, nove gravuras em metal, de grandes dimensões que constituem um conjunto raro de uma série praticamente esgotada e, uma escultura de grande formato – obras que demonstram que seu processo criativo, gesto e cor continuam presentes de forma marcante.
O crítico Agnaldo Farias comentou sobre a nova produção da artista: “Tomie Ohtake, como sempre, perseverando na busca da depuração, preparou ao longo dos últimos meses de trabalho contínuo, filtrado por sua costumeira insatisfação, três conjuntos de telas, cada um deles focado numa única cor, ou quase isso. Dois grupos compostos por cores primárias – amarelo e azul –, e o terceiro, por uma cor secundária, verde, resultante da soma das outras duas. Os três conjuntos são, praticamente, monocromáticos. A exceção corre por conta da presença, em algumas das telas verdes, e azuis, do vermelho, ou seja, da terceira cor primária. A inclinação imediata é dizer que o vermelho entra de forma discreta, como se ele fosse capaz disto. Pois não é, ainda mais, tendo por fundo, cores tão intensas, como o azul e o verde empregado pela artista. Qualquer aprendiz sabe que o simples contato entre cores primárias e secundárias, por adjacência ou, pior ainda, sobreposição, é conflitante. Embora cada conjunto apresentado nesta exposição concentre-se numa cor, todos três têm, como denominador comum, o mesmo gesto, isto é, a mesma pincelada curta e circular, cuja justaposição e sobreposição, combinadas, produzem o mesmo efeito, a mesma atmosfera cromática, arejada, como um tecido cuja trama é, mais ou menos densa, mas, sempre esgarçada, deixando ver, ou melhor, atraindo o olhar para dentro de si, convidando-o a mergulhar em suas profundezas, flutuar nas formas enunciadas, devolver-se à luz exterior que incide sobre ela, sobre as porções de branco que lhe constitui”.
Como atividade complementar, a Multiarte convidou o crítico de arte Agnaldo Farias, curador do Instituto Tomie Ohtake, para proferir uma palestra sobre a produção atual da artista, marcada para o dia 2 de dezembro às 19 horas. Os interessados poderão se inscrever através do telefone. 85-3261-7724.
SERVIÇO
Galeria Multiarte
Rua Barbosa de Freitas 1727, Aldeota, Fortaleza, CE
Telefone: 85-3261-7724
Horário de funcionamento:
De segunda a sexta-feira das 10 às 18h e, aos sábados, das 14 às 18h
Período da exposição: 8 de novembro a 20 de dezembro de 2013
Fonte: www.divirta-ce.blogspot.com
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
É pavê ou pacomê?
Os doces da infância, sobremesas servidas em refratário de vidro, voltam à baila nas mãos de grandes chefs, sem deixar a simplicidade e o toque caseiro de lado.
É
absolutamente irresistível não repetir a piada (É pavê ou pacomê?)
quando se está de cara para um tradicional pavê. Não estou falando de
releituras, mas do pavê à moda antiga, feito com biscoito champanhe,
embebido em chocolate e com uma generosa camada de creme amarelo,
preparado com leite condensado e finalizado com creme branco à base de
claras em neve. Opavê, a gelatina mosaico, o brigadeiro e seu irmão
grandalhão, o brigadeirão, o bolo de coco gelado, o pudim de leite, a
delícia de abacaxi, o manjar de coco e o doce de banana com creme (ou
manequinho araújo) adoçaram minha infância e a de muita gente também.
Clássicos, servidos em pirex de vidro, eram saboreados, em geral, como a
sobremesa dos fins de semana. Ganharam assim um pedacinho do meu
coração. "É o que se chama hoje de comfort food", explica Marcelo
Bergamo, coordenador do curso de gastronomia da Universidade Metodista,
em São Paulo. "É uma comida emocional, confortável e simples. São os
doces da avó", complementa Marcelo, que tem como doces do coração o
manjar branco com ameixa em caldas, o arroz-doce e o pudim de leite. Um
trio de força - e sabor - e velhos conhecidos de quem, como eu e o
Marcelo, teve a infância pautada pelas influências culinárias da década
de 1980.
A novidade, no entanto, é que esses doces, que sempre ocuparam um espaço em nossa memória afetiva, estão agora brigando por espaço também nas prateleiras das docerias e ganhando status e sofisticação nos cardápios de restaurantes de fino trato. No ano passado, por exemplo, um prêmio que elege os melhores pratos da cidade de São Paulo, o Paladar, criou uma categoria: o melhor pudim da cidade. O vencedor, eleito por voto popular, foi o AK Vila, da prestigiada chef paulistana Andrea Kauffmann, na Vila Madalena. O pudim de leite de Andrea não é lá dos mais tradicionais - não tem furinhos - e vem, ainda, com um pitaco de doce de leite por cima. Ou seja, é uma releitura do pudim tradicional, feito em banho maria e finalizado com calda de caramelo. Mas nem por isso perde seu valor de comidinha do coração.
No cardápio do Dalva e Dito, restaurante na capital paulista do chef Alex Atala, lê-se na ala do cardápio destinado as sobremesas: "Para adoçar a vida...". Entre as opções, quem está lá? O pudim de leite. E, de acordo com Atala, "servido de maneira generosa, porque tenho trauma de infância". Sim, porque o pudim de domingo era para a família toda e, por causa disso, servido com muita parcimônia, o que deixava todo mundo com gostinho de "quero mais", enquanto a forma de alumínio ou o prato redondo de vidro vazios eram retirados da mesa.
Mas, se a ideia é comer mesmo o pavê, o endereço certo é o Bar da Dona Onça, da chef Janaina Rueda, que também figura entre os grandes nomes da gastronomia paulistana. O lugar serve comida caseira. Um exemplo: no almoço de quinta, o cardápio do dia pode trazer berinjela recheada com carne moída. Mais "comida de mãe", impossível. O bar, que é um restaurante, fica na região central de São Paulo, na Avenida Ipiranga, aos pés de um dos prédios mais tradicionais da cidade, o Copan. No cardápio de sobremesas, mais tradição: tem quindim, tem pudim, tem brigadeiro (e não é o gourmet). E tem também opavê Sonho de Valsa, uma versão metida do pavê tradicional e uma receita criada há mais de duas décadas.
Olha o brigadeiro!
Uma das responsáveis por puxar a fila para a reinvenção dos doces de infância foi a ex-jornalista e agora empresária e gourmet Juliana Motter. Proprietária da Maria Brigadeiro, um ateliê de brigadeiros, como ela mesma gosta de dizer, Juliana hoje ganha a vida fazendo seu docinho de infância predileto. Juliana cresceu vendo a avó materna, Hines, na cozinha. "Ela morava no interior de São Paulo e vendia doces para complementar a renda, o que era bem comum naquele tempo. A especialidade dela era o doce de leite, mas meu favorito era o brigadeiro. A cozinha da minha avó vivia perfumada pelos doces e o segredo estava no leite condensado, que ela mesma fazia a partir de uma mistura de leite de vaca com açúcar", conta Juliana, que aos 6 anos fez seu primeiro brigadeiro, com leite condensado caseiro da avó. E a menina gostava tanto, mas tanto desse docinho que ganhou o apelido de... Maria Brigadeiro. "Nas festas da escola ou nas reuniões com os amigos, todas as crianças eram intimadas a levar um pratinho de doce ou salgado. Eu sempre levava um prato de brigadeiros feitos por mim. E as crianças começaram a dizer `lá vem a Maria Brigadeiro¿. Pegou!", diz Juliana, que nunca se incomodou com o apelido. E, de festa em festa, o que era hobby se transformou em trabalho promissor. Isso porque Juliana adorava testar novas receitas do docinho de chocolate, finalizado com granulado. "Eu fiz vários testes e percebi o potencial dele para doce de paladar adulto", conta ela. Daí vieram os brigadeiros de pistache, avelã, branco, 70% cacau e tantos outros, que agradaram em cheio.
Um dia, ela os levou para adoçar a festa do filho de uma amiga. Quem provou gostou, e a partir daí as encomendas não pararam mais. A Maria Brigadeiro foi inaugurada em 2007 e desse jeito, acreditando em seu doce predileto - e simples - da infância, os brigadeiros se transformaram em docinho gourmet. "Quando abri meu negócio, todo mundo fazia macarons, trufas, mas ninguém pensava em vender brigadeiro. Ele só era presença garantida nas festinhas de criança. E eu pensava: como o principal doce brasileiro não tem espaço?" E, diante de tanta paixão, não tem como deixar de perguntar: o que o brigadeiro representa para você, Juliana? "É memória, é saudade", resume ela.
Doce de pirex
Brigadeiro também é o mote - e o nome - da doceria da publicitária Bia Forte, em São Paulo. Assim como Juliana, Bia apostou nos doces de infância, mas não só no brigadeiro. No lugar, tem também rocambole de doce de leite (absolutamente delicioso), pavê, pudim de leite, pudim de clara, doce de banana com creme, torta de maçã, torta de pera, bolo de milho... Difícil é escolher qual deles comer.
Bia começou sua trajetória de um jeito tímido. A irmã abriu um restaurante (comida saudável por quilo) no bairro de Pinheiros, nos anos 90. Funcionava durante a semana e só durante o horário do almoço. Bia se ofereceu para fazer os doces e a irmã gostou da ideia. Só que as sobremesas que a publicitária sabia preparar eram as simples, que tinha aprendido com a mãe. Ela decidiu experimentar e seus doces fizeram o maior sucesso. Em 2005, abriu um lugar só seu. Foi assim que a Brigadeiro surgiu, com ambiente decorado com cara de casa da avó.
O bacana dessa história é perceber que em tempos de cupcake, bolo na xícara, no palito, muffins e afins, Bia ainda serve doce do jeitinho que a gente lembra quando era criança: na travessa de vidro temperado. "Isso me faz acreditar que as pessoas gostam do `doce de todo dia¿", afirma. Vale saber que, na infância de Bia, doce não era exclusividade dos fins de semana.
Caderno de receitas
Entrar numa doceria ou olhar o cardápio de um restaurante e poder escolher por uma sobremesa tão familiar é algo que agrada. Doces confeitados, com ganache, bolos em miniatura são bonitos de se ver. Mas, às vezes, o que precisamos é, como diria o professor Marcelo Bergamo, citado no início deste texto, uma comidinha que nos traga conforto, para a alma e para o coração. Nessas horas, vale até mesmo resgatar o antigo caderno de receitas da família. Aquele com páginas amareladas e pintadas com tons de marrom, amarelo, rosa, respingos da comida preparada - o caderno, afinal, estava sempre próximo da batedeira, do fogão, do forno. E com recortes de receitas retiradas dos rótulos das latas de leite condensado ou de creme de leite, algo bem comum nos anos 80 (quem lembra?).
Dias desses resgatei um "modo de preparo" do caderninho da minha mãe. Todo escrito à mão, com o nome da "pessoa que passou a receita" ao lado do título. Queria saber como fazer a delícia de abacaxi, doce que marcou minha infância, feito com abacaxi, uma grossa camada de creme amarelo e outra de creme branco. Doce pronto, congelado e que vai para a mesa no pirex. Fez sucesso entre a criançada, acostumada a sobremesa pronta e empacotada. Depois dessa experiência, parti para o mosaico de gelatina, para o doce de banana com creme, seguido pelo pudim de leite e pelo beijinho (espécie de brigadeiro de coco). Tudo isso acompanhado pelos olhos atentos de minha enteada, Maria, de 7 anos, e de minha filha Clara, de 4. Elas foram críticas em dizer o que agradou, o que acertei ou o que havia ficado açucarado demais. Errei a mão no mosaico (decididamente não ficou igual ao da foto) e não acertei o ponto do doce de banana. Mas isso não era o mais importante. O que de fato importa é que esses doces simples, "de pirex", trouxeram à tona lembranças boas de uma época em que a gente olhava para a sobremesa (aquela da primeira página desta matéria) e perguntava: é pavê ou pacomê?
Em tempo: o desejo de fazer e saborear novamente a delícia de abacaxi foi pura nostalgia. Saudade das férias passadas na casa de uma tia muito querida, que mora na encalorada Recife. A sobremesa, sempre muito gelada, quase um sorvete, ajudava a refrescar e era um clássico nas reuniões de família. Depois do almoço, minha tia retirava a travessa de um daqueles freezers horizontais, com a meninada ao redor. A receita ficou guardada nos registros culinários de minha mãe. Não deu para ligar para minha tia, não deu para dividir com ela um pedacinho do doce. Hoje minha tia passa seus dias à espera do tempo. Do tempo de hoje, daquele que acabou de acontecer. A memória dela resolveu falhar. Coisas da vida. Coisas que nem mesmo o açúcar é capaz de curar. A delícia de abacaxi, para mim, será sempre saudade.
Revista Vida Simples. Novembro 2013
A novidade, no entanto, é que esses doces, que sempre ocuparam um espaço em nossa memória afetiva, estão agora brigando por espaço também nas prateleiras das docerias e ganhando status e sofisticação nos cardápios de restaurantes de fino trato. No ano passado, por exemplo, um prêmio que elege os melhores pratos da cidade de São Paulo, o Paladar, criou uma categoria: o melhor pudim da cidade. O vencedor, eleito por voto popular, foi o AK Vila, da prestigiada chef paulistana Andrea Kauffmann, na Vila Madalena. O pudim de leite de Andrea não é lá dos mais tradicionais - não tem furinhos - e vem, ainda, com um pitaco de doce de leite por cima. Ou seja, é uma releitura do pudim tradicional, feito em banho maria e finalizado com calda de caramelo. Mas nem por isso perde seu valor de comidinha do coração.
No cardápio do Dalva e Dito, restaurante na capital paulista do chef Alex Atala, lê-se na ala do cardápio destinado as sobremesas: "Para adoçar a vida...". Entre as opções, quem está lá? O pudim de leite. E, de acordo com Atala, "servido de maneira generosa, porque tenho trauma de infância". Sim, porque o pudim de domingo era para a família toda e, por causa disso, servido com muita parcimônia, o que deixava todo mundo com gostinho de "quero mais", enquanto a forma de alumínio ou o prato redondo de vidro vazios eram retirados da mesa.
Mas, se a ideia é comer mesmo o pavê, o endereço certo é o Bar da Dona Onça, da chef Janaina Rueda, que também figura entre os grandes nomes da gastronomia paulistana. O lugar serve comida caseira. Um exemplo: no almoço de quinta, o cardápio do dia pode trazer berinjela recheada com carne moída. Mais "comida de mãe", impossível. O bar, que é um restaurante, fica na região central de São Paulo, na Avenida Ipiranga, aos pés de um dos prédios mais tradicionais da cidade, o Copan. No cardápio de sobremesas, mais tradição: tem quindim, tem pudim, tem brigadeiro (e não é o gourmet). E tem também opavê Sonho de Valsa, uma versão metida do pavê tradicional e uma receita criada há mais de duas décadas.
Olha o brigadeiro!
Uma das responsáveis por puxar a fila para a reinvenção dos doces de infância foi a ex-jornalista e agora empresária e gourmet Juliana Motter. Proprietária da Maria Brigadeiro, um ateliê de brigadeiros, como ela mesma gosta de dizer, Juliana hoje ganha a vida fazendo seu docinho de infância predileto. Juliana cresceu vendo a avó materna, Hines, na cozinha. "Ela morava no interior de São Paulo e vendia doces para complementar a renda, o que era bem comum naquele tempo. A especialidade dela era o doce de leite, mas meu favorito era o brigadeiro. A cozinha da minha avó vivia perfumada pelos doces e o segredo estava no leite condensado, que ela mesma fazia a partir de uma mistura de leite de vaca com açúcar", conta Juliana, que aos 6 anos fez seu primeiro brigadeiro, com leite condensado caseiro da avó. E a menina gostava tanto, mas tanto desse docinho que ganhou o apelido de... Maria Brigadeiro. "Nas festas da escola ou nas reuniões com os amigos, todas as crianças eram intimadas a levar um pratinho de doce ou salgado. Eu sempre levava um prato de brigadeiros feitos por mim. E as crianças começaram a dizer `lá vem a Maria Brigadeiro¿. Pegou!", diz Juliana, que nunca se incomodou com o apelido. E, de festa em festa, o que era hobby se transformou em trabalho promissor. Isso porque Juliana adorava testar novas receitas do docinho de chocolate, finalizado com granulado. "Eu fiz vários testes e percebi o potencial dele para doce de paladar adulto", conta ela. Daí vieram os brigadeiros de pistache, avelã, branco, 70% cacau e tantos outros, que agradaram em cheio.
Um dia, ela os levou para adoçar a festa do filho de uma amiga. Quem provou gostou, e a partir daí as encomendas não pararam mais. A Maria Brigadeiro foi inaugurada em 2007 e desse jeito, acreditando em seu doce predileto - e simples - da infância, os brigadeiros se transformaram em docinho gourmet. "Quando abri meu negócio, todo mundo fazia macarons, trufas, mas ninguém pensava em vender brigadeiro. Ele só era presença garantida nas festinhas de criança. E eu pensava: como o principal doce brasileiro não tem espaço?" E, diante de tanta paixão, não tem como deixar de perguntar: o que o brigadeiro representa para você, Juliana? "É memória, é saudade", resume ela.
Doce de pirex
Brigadeiro também é o mote - e o nome - da doceria da publicitária Bia Forte, em São Paulo. Assim como Juliana, Bia apostou nos doces de infância, mas não só no brigadeiro. No lugar, tem também rocambole de doce de leite (absolutamente delicioso), pavê, pudim de leite, pudim de clara, doce de banana com creme, torta de maçã, torta de pera, bolo de milho... Difícil é escolher qual deles comer.
Bia começou sua trajetória de um jeito tímido. A irmã abriu um restaurante (comida saudável por quilo) no bairro de Pinheiros, nos anos 90. Funcionava durante a semana e só durante o horário do almoço. Bia se ofereceu para fazer os doces e a irmã gostou da ideia. Só que as sobremesas que a publicitária sabia preparar eram as simples, que tinha aprendido com a mãe. Ela decidiu experimentar e seus doces fizeram o maior sucesso. Em 2005, abriu um lugar só seu. Foi assim que a Brigadeiro surgiu, com ambiente decorado com cara de casa da avó.
O bacana dessa história é perceber que em tempos de cupcake, bolo na xícara, no palito, muffins e afins, Bia ainda serve doce do jeitinho que a gente lembra quando era criança: na travessa de vidro temperado. "Isso me faz acreditar que as pessoas gostam do `doce de todo dia¿", afirma. Vale saber que, na infância de Bia, doce não era exclusividade dos fins de semana.
Caderno de receitas
Entrar numa doceria ou olhar o cardápio de um restaurante e poder escolher por uma sobremesa tão familiar é algo que agrada. Doces confeitados, com ganache, bolos em miniatura são bonitos de se ver. Mas, às vezes, o que precisamos é, como diria o professor Marcelo Bergamo, citado no início deste texto, uma comidinha que nos traga conforto, para a alma e para o coração. Nessas horas, vale até mesmo resgatar o antigo caderno de receitas da família. Aquele com páginas amareladas e pintadas com tons de marrom, amarelo, rosa, respingos da comida preparada - o caderno, afinal, estava sempre próximo da batedeira, do fogão, do forno. E com recortes de receitas retiradas dos rótulos das latas de leite condensado ou de creme de leite, algo bem comum nos anos 80 (quem lembra?).
Dias desses resgatei um "modo de preparo" do caderninho da minha mãe. Todo escrito à mão, com o nome da "pessoa que passou a receita" ao lado do título. Queria saber como fazer a delícia de abacaxi, doce que marcou minha infância, feito com abacaxi, uma grossa camada de creme amarelo e outra de creme branco. Doce pronto, congelado e que vai para a mesa no pirex. Fez sucesso entre a criançada, acostumada a sobremesa pronta e empacotada. Depois dessa experiência, parti para o mosaico de gelatina, para o doce de banana com creme, seguido pelo pudim de leite e pelo beijinho (espécie de brigadeiro de coco). Tudo isso acompanhado pelos olhos atentos de minha enteada, Maria, de 7 anos, e de minha filha Clara, de 4. Elas foram críticas em dizer o que agradou, o que acertei ou o que havia ficado açucarado demais. Errei a mão no mosaico (decididamente não ficou igual ao da foto) e não acertei o ponto do doce de banana. Mas isso não era o mais importante. O que de fato importa é que esses doces simples, "de pirex", trouxeram à tona lembranças boas de uma época em que a gente olhava para a sobremesa (aquela da primeira página desta matéria) e perguntava: é pavê ou pacomê?
Em tempo: o desejo de fazer e saborear novamente a delícia de abacaxi foi pura nostalgia. Saudade das férias passadas na casa de uma tia muito querida, que mora na encalorada Recife. A sobremesa, sempre muito gelada, quase um sorvete, ajudava a refrescar e era um clássico nas reuniões de família. Depois do almoço, minha tia retirava a travessa de um daqueles freezers horizontais, com a meninada ao redor. A receita ficou guardada nos registros culinários de minha mãe. Não deu para ligar para minha tia, não deu para dividir com ela um pedacinho do doce. Hoje minha tia passa seus dias à espera do tempo. Do tempo de hoje, daquele que acabou de acontecer. A memória dela resolveu falhar. Coisas da vida. Coisas que nem mesmo o açúcar é capaz de curar. A delícia de abacaxi, para mim, será sempre saudade.
Revista Vida Simples. Novembro 2013
Alex Silva, Andrea Silva e Silvia
Marques são colaboradores da seção Comer.
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